Carlos Barbosa Gonçalves

Imagem: Dr. Carlos Barbosa Gonçalves. Fonte: http://mcarlosbarbosa.blogspot.com.br

Dr. Carlos Barbosa Gonçalves, nasceu a 08 de abril de 1851, na cidade de Pelotas, indo para Jaguarão ainda bebê, cidade de origem e residência de sua família. É descendente da ilustre família rio-grandense de Bento Gonçalves da Silva, chefe Farroupilha.

Carlos Barbosa estudou o primário em Jaguarão, onde foi alfabetizado por José Francisco Diana, que posteriormente foi Conselheiro do Império.
Aos 15 anos foi para o Rio de Janeiro, onde ingressou no internato dirigido pelo Barão de Tautphoens, onde prestou seus exames preparatórios no Colégio D. Pedro II, obtendo o diploma de Bacharel em Ciências e Letras.

Em 1870 ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e terminou esse curso em 26 de dezembro de 1875, recebendo o diploma aos 24 anos.

Permaneceu por quase quatro anos na Europa, onde frequentou os principais hospitais de Paris. Retornou a Jaguarão e continuou atuando como médico. Além disso, nesse período, Carlos ingressou na política.
Casou-se em 1879 com Dona Carolina Cardoso de Brum, com quem teve oito filhos. Em 1882 ajudou a fundar o Partido Republicano Rio-grandense em Jaguarão, e criou o jornal republicano “A Ordem”.
Já no ano de 1884 foi eleito para a Câmara Municipal de Jaguarão em 1888 foi o primeiro a assinar a moção contra o chamando 3º Reinado. Em 1891 foi escolhido para presidir o Congresso Constituinte. Em 1893 foi nomeado por Júlio de Castilhos como primeiro vice-presidente do Estado.

Foi eleito governador do estado em 1907, e seu mandato foi de 1908 a 1913. Durante seu governo construiu o prédio da Faculdade de Medicina de Porto alegre, o Instituto Pasteur e a remodelação do Hospital de Brigada Militar. Também implantou cais do porto em Porto Alegre e Rio Grande. Em 1913, entregou o poder a Borges de Medeiros e regressou a Jaguarão.

Carlos Barbosa foi responsável pela reorganização da Santa Casa de Jaguarão, e fez atendimentos a pacientes de toda região, incluindo o Uruguai. Recebeu uma homenagem na cidade de Melo, onde há uma rua com seu nome.

Faleceu em 1933, na cidade de Jaguarão.