Almiro de Lima Piúma

Foto: Almiro de Lima Piúma. Fonte: Cadernos Jaguarenses Vol: 3 – Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão

Almiro de Lima Piúma nasceu em Jaguarão, no dia 22 de outubro de 1900. Aos três anos de idade mudou-se com sua família para Porto Alegre, devido ao emprego que seu pai iniciava na Companhia Fiação e Tecidos Portoalegrense (FIATECI).

Retornou a Jaguarão no ano de 1914, devido ao falecimento de seu pai e também por sua mãe estar grávida de seu irmão menor.

Almiro cursou o ensino fundamental ainda em Porto Alegre, e chegando a Jaguarão continuou seus estudos no Ginásio dos Padres Presmonstratenses “Espírito Santo”, onde cursou apenas o 1º ano ginasial, já que em 1915 o Ginásio acabou sendo transferido para Jaú, em São Paulo.

A partir disso, Almiro, que possuía um grande senso de observação, inteligência e estudo, com seus esforços pessoais conseguiu suprir a ausência da conclusão de seus estudos escolares formais sendo autodidata. Isso comprova-se através de sua grande referência cultural e intelectual ao nosso município. Ele foi autor de diversas crônicas, descrições, relatos históricos, sínteses biográficas e poemas, que ficaram como um legado a população jaguarenses.

Por ser considerado um grande estudioso perante a comunidade, Almiro orientou diversas atividades em diferentes áreas de atuação, procurando auxiliar todos que buscavam ajuda de seus conhecimentos. Ele estudou Radioestesia, onde pesquisou e localizou veios d’água, que proporcionaram a perfuração de centenas de poços artesianos, o que solucionou a falta de água potável para inúmeras famílias.

Casou-se com Iva Leivas Piúma em 1929, com quem teve quatro filhos, e iniciou sua vida profissional atuando como empregado de escritório.

Ao longo de sua jornada, Almiro desempenhou diversas atividades e atuou em cargos públicos. Apesar de não ter feito parte de nenhum partido político, no ano de 1951, foi eleito Vice-prefeito de Jaguarão, juntamente com o General Oscar Furtado de Azambuja.

Almiro também atuou como historiador e colaborador assíduo dos jornais editados em Jaguarão, onde manteve por vários anos uma coluna que retratava fatos e episódios históricos relevantes.

No ano de 1968 tornou-se membro da “Agrupación Clasicista de Artes y Letras”, entidade que possui sede em Madri, na Espanha. Já em 1972 recebeu o título de membro de Honra do Instituto Histórico e Geográfico de Belém-PA, onde recebeu a “Medalha de Pedro Teixeira” como reconhecimento ao desempenho de seu trabalho como historiador. Salienta-se também que ele foi um dos colaboradores a fundar e organizar o Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão no ano de 1966.

Almiro faleceu em 29 de julho de 1972, vítima de um ataque cardíaco fulminante.

Um ano após sua morte, a praça localizada ao lado do Mercado Público Municipal, popularmente conhecida como “Praça das Figueiras”, recebeu o nome de “Jardim Almiro de Lima Piúma”, como forma de homenagear esse ilustre jaguarense que tanto fez por nosso município.

Além disso, a Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico e a da Escola Municipal Manoel Pereira Vargas foram batizadas com seu nome, como forma de reconhecimento e agradecimento a Almiro, que grandiosamente dedicou-se a cultura e aprimoramento educacional de Jaguarão.

 

Referências Bibliográficas: Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão – Cadernos Jaguarenses. Volume: 3; Pág: 55 a 58. Autor: Vagner Pacheco dos Santos. (O livro Cadernos Jaguarenses Volume 3 pode ser adquirido no Instituto Histórico e Geográfico – R. Mal. Deodoro, 874 – Telefone: (53) 3261-9063)

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