História

A história teve inicio em 1801-1802 com um acampamento militar de 260 homens das forças do Coronel Manoel Marques de Souza na localidade do Cerrito formando assim a “Guarda da lagoa e do Cerrito”. Nessa época, Jaguarão ficava em terras espanholas de acordo com o Tratado de Santo Ildefonso.

Imagem: Manoel Pereira Vargas

Com  a vitória dos portugueses sobre os espanhóis da Banda Oriental, em 1812 no passo das perdizes, a cidade foi conquistada para colônia portuguesa.

No dia 6 de julho de 1832 Jaguarão passou á categoria de vila, isso pelo fato da falta de acesso à justiça a chamada “vila do Espírito Santo do Serrito no Jaguarão”. Mesmo elevado a vila, o município propriamente dito demorou a se instalar. Desmembrou-se de Rio Grande e deu posse a seus primeiros vereadores apenas em 22 de maio de 1833.

e em 23 de novembro de 1855 pela lei provincial  n° 322, a vila passou a ser conhecida como a cidade de Jaguarão. Nesse ano, foram distribuídos lotes de terra ao longo do Rio Jaguarão e Lagoa Mirim, para garantir os limites  entre o Brasil e o Uruguai.

Segundo o professor Manoel Glaci Corrêa, as poucas escolas particulares existentes, atendiam apenas famílias de boa situação financeira, não havia serviços de água, luz nem esgoto, o transporte era precário, o abastecimento de água era feito pelos pipeiros. Algumas residências mais requintadas tinham cacimbas e algibes, algumas casas tinham lampiões. A lenha era escassa, as doenças eram comuns, a tuberculose matava muita gente e os negros duravam em média 28 anos.
É importante citar que Jaguarão foi a 12º cidade gaúcha a ter luz elétrica instalada a partir de 1901, Usina Termoelétrica, comprada na França, conduzidas em pequenos navios, servindo a comunidade jaguarense até o ano de 1956.

Imagem: Tropa cruzando a fronteira, em direção ao povoado formado às margens do rio Jaguarão (Instituto Histórico e Geográfico de Jaguarão – IHGJ. Cópia de uma ilustração de Jean Baptiste Debret; 1823 – 1825)

Durante a Guerra do Uruguai, em 1865 tentando desviar a atenção do Brasil a partir do certo da capital, o governo ordenou ao Exército Vanguarda da República do Uruguai, composto por 1500 homens sob o comando do general Basilio Muñoz, para invadir terras brasileiras. No dia 27 de Janeiro de 1865, o exército de Muñoz cruzou a fronteira e trocou tiros com os cavaleiros de unidades da Guarda Nacional do Brasil. Os 500 brasileiros presentes no local se retiraram para Jaguarão, onde se juntaram a 90 soldados da infantaria da Guarda Nacional, e foram comandados pelo coronel  Manoel Pereira Vargas. Possuíam apenas 60 ou 70 clavinhas de Fuzil e construíram trincheiras as pressas. Haviam dois vapores de guerra ancorados no porto, Apa e Cachoeira. O exército uruguaio atacou a cidade na chamada “Batalha do Jaguarão”, tendo vantagem inicialmente. Existem relatos de Manoel Pereira Vargas, contando que as balas do lado uruguaio passavam a coluna brasileira, ao passo que as do Brasil pouco alcançavam o outro lado, já que o armamento era bem inferior. Com isso, ele percebeu que o melhor ataque seria defender-se. A guarda recuou para as trincheiras e resistiu as propostas de rendição. Com a ajuda dos vapores ancorados o coronel e seus soldados viraram a noite na defesa da cidade. Na madrugada de 27 para 28 o inimigo retirou-se para o Uruguai, saqueando propriedades e capturando escravos que encontrava pelo caminho. Com cinco feridos e um morto, a guarnição de Manoel Pereira Vargas havia evitado a invasão do Brasil.

 

Por que o nome Jaguarão?

O nome Jaguarão foi dado pelos índios que habitavam as margens do rio e conviviam com o jaguar, que é uma espécie de onça que vivia nessa região.